Os textos publicados foram escritos com recurso à Inteligência Artificial, na Biblioteca Escolar, no âmbito da comemoração do Mês Internacional da Biblioteca Escolar, sob o tema "Para além das estantes: IA e o futuro das histórias".
A Abóbora e o
Urso
No prado vivia
uma abóbora-menina,
De cor alaranjada e pele fininha.
Suspirava ao luar, sonhando baixinho,
Por um amor doce, terno e quentinho.
O espantalho
sorria, de chapéu torto,
Mas o seu coração era de palha e porto.
A abóbora esperava o tal companheiro,
Uma abóbora-menino, puro e inteiro.
Mas no prado
vazio, não havia ninguém,
E a abóbora sentia saudades de alguém.
Então foi visitar o seu amigo urso,
Que morava na vila, num bosque em curso.
O urso,
sorridente, mostrou-lhe a cidade,
Andaram a rir, com muita amizade.
Passearam nas ruas, comeram gelado,
O tempo voou — foi um lindo bocado!
Quando
chegaram à casa do urso gentil,
Havia no quintal um encanto sutil.
Flores, fitas, mantas no chão,
Um piquenique feito com o coração.
O urso tremia,
mas falou com amor:
“És tu, abóbora, o meu grande ardor.
Há tanto tempo guardo este segredo —
Queres namorar comigo, sem medo?”
A abóbora
sorriu, sentiu-se a flutuar,
Percebeu que o amor sabe esperar.
Nem tudo vem cedo, tudo tem vez,
E o tempo ensina o coração outra vez.
2025/2026 5.º A
A Abóbora Menina 🌼🎃
Era uma vez, no quintal do
senhor Tiago,
uma abóbora menina, de tom dourado e mago.
Sonhava com um namorado bonito e gentil,
uma abóbora menino do mesmo funil.
Vestiu-se de seda, com brilho
e cuidado,
pintou os lábios com sumo rosado.
Foi para o jardim, cheirou uma flor,
e suspirou fundo, a pensar no amor.
As borboletas dançavam no ar,
mas nenhuma abóbora veio a passar.
Tristinha ficou, sentada ao luar,
com o coração pronto para sonhar.
De repente, ouviu um som a
chamar —
era uma abóbora menino a cantar!
Trazia um sorriso, gentil e sincero,
e juntos dançaram o sonho mais belo e verdadeiro.
O Casamento no
Jardim das Hortas
Na horta vivia
a Cenoura sensível,
Com lágrima pronta a saltar,
A Nabiça, sempre tão risonha,
De tanto brincar a fez chorar.
A Maçã,
doce e madura,
Tentou logo intervir,
“Amigas, não briguem, por favor!
Há tanto no mundo para sorrir.”
Veio o Tomate
artista vaidoso,
Que só se pintava a si,
A Alface, de voz melodiosa,
Cantava, mas queria ser como ele ali.
A Cebola,
arisca e forte,
Conheceu o Nabo gentil,
Descobriu-lhe um terno coração,
Mas juntos choravam a fio mil.
A Batata-doce,
posta de parte,
Por ser diferente na cor,
Foi dançar com a Nabiça alegre,
Que espalhava paz e amor.
O Nabo,
num dia de festa,
Conheceu a Couve Coração,
Ficaram de olhos brilhantes,
E nasceu uma linda paixão.
Casaram-se
junto ao regador,
Com flores, risos e pão,
E dizem que desde esse dia
Reina a alegria na plantação!
2025/2026 6.º A
A Horta Mexicana em Rebuliço
No México
vivia um rabanete,
Valente, mas muito brigão,
Batia em todos lá no tapete,
E causava sempre confusão.
A senhora
Curgete, vaidosa,
Com chapéu e salto dourado,
Disse: “Que fruto mais desairoso!
Este rabanete é malcriado!”
Mas a vizinha,
senhora Cenoura,
Com ar sério e voz afinada,
Gritou: “Curgete, és causadora!
Foste tu que estragaste a salada!”
Lá veio o
senhor Pepino,
Português de bom coração,
A viver num canto pequenino,
Com a Melancia — grande aldrabão!
A senhora
Melancia mentia,
Sobre tudo o que se passava,
Jurava que nada fazia,
Mesmo quando tudo estragava!
Mas a Curgete
e o Tomate,
De mãos dadas, foram dançar,
Na praia, junto ao abacate,
Felizes a rodopiar.
A senhora
Alface, invejosa,
Fazia barulho sem parar,
“Que vergonha tão desonrosa!
Isto não se pode aceitar!”
E assim,
naquela horta animada,
Entre legumes e confusões,
Aprenderam que a vida temperada
Precisa de boas intenções.
2025/2026 6.º B
O Senhor Valéry e a Lição do Respeito
O
senhor Valéry era conhecido por todos na cidade: não
suportava pessoas arrogantes e sempre defendeu a justiça. Um dia, passeando
pelo parque, ouviu vozes altas e risadas maliciosas. Curioso, aproximou-se e
viu Tung, Tung, Tung Sahur e o chimpanzé Bananini a rir-se de Tralalero, Tralala e Orcalero Orcala, empurrando-os e chamando nomes.
Valéry
respirou fundo, aproximou-se com passos firmes e disse:
— “Não podem fazer
bullying! Ninguém é melhor do que ninguém!”
Os
agressores ficaram calados, surpresos com a coragem do senhor. Tralálero e
Orcalero sentiram-se aliviados e agradeceram. Bananini coçou a cabeça, Tung e
Sahur baixaram os olhos e pediram desculpa.
Valéry
sorriu, satisfeito.
— “Lembrem-se, a
verdadeira força está em respeitar os outros, não em humilhar.”
A
partir desse dia, todos aprenderam que a arrogância e o bullying não têm lugar
no parque nem na vida.
Na pequena vila americana, as
abóboras iluminavam ruas sombrias. Miguel, português, visitava casas mascarado.
Numa mansão abandonada, a porta rangeu sozinha. Uma voz sussurrou: “Trick or
treat…”
O chão tremeu. As sombras
dançavam. Miguel correu, mas algo frio agarrou-lhe a mão.
O Halloween mostrara o seu
lado assustador.
2025/2026 7.º A, Grupo B
O Pudim Aventureiro 🍮
Era
um pudim amarelo, brilhante e vaidoso,
Com creme e caramelo, ar apetitoso.
Um dia acordou cheio de emoção,
“Hoje vou à escola, aprender lição!”
Pôs-se
o pudim a andar, contente e apressado,
Mas ao atravessar... ficou assustado!
Um Nissan GTR, veloz como o vento,
Atropelou o pobre doce num momento.
Ficou
o pudim todo amassado,
O caramelo partido, o creme espalhado.
Chamaram a ambulância, foi grande confusão,
Levaram o pudim com toda a atenção.
No
hospital, entre médicos e riso,
Puseram-no no frio, dentro do frigorífico preciso.
Ali descansou, geladinho e seguro,
E aos poucos ficou bom, sem um furo!
Saiu a sorrir, reluzente e
curado,
Com moral da história bem decorado:
“Olhar para os lados é sempre essencial,
Mesmo que sejas um pudim especial!”
2025/2026 7.º A, Grupo C
Amor à Beira-Mar 🌊💙
O
mar sussurra segredos ao vento,
Canta histórias de amor e tempo.
As ondas dançam com doçura e cor,
Como se o mundo fosse feito de amor.
Na
areia dourada encontrei o teu olhar,
Brilhava mais que o próprio mar.
Os nossos passos ficaram marcados,
Como conchas pelo sol abraçados.
Rimos
das gaivotas, do sal e do vento,
Tudo parecia parar por um momento.
O horizonte tingia-se de cor rosada,
E a lua nascia, tímida, enamorada.
Prometemos
voltar, quando o verão chegar,
Para ouvir o mar outra vez cantar.
Não sei se o amor é eterno, talvez,
Mas junto a ti, o tempo é cortês.
E nas suas ondas, voltaremos a viver.
2025/2026 7.º A, Grupo D
O Livro e a
Árvore
Da árvore
nasce o livro, tão cheio de emoção,
Das suas folhas verdes vem nova inspiração.
Cresce o tronco firme, brota a vida em flor,
E nas páginas brancas cresce o mesmo amor.
As folhas do
livro contam o saber,
Como as da árvore contam o viver.
Umas dançam ao vento, outras no pensar,
Mas ambas guardam sonhos por desvendar.
Na floresta do
mundo há mil corações,
E na biblioteca há mil estações.
Entre ramos e prateleiras há magia igual,
Ambas são jardins do saber natural.
Se
as árvores nos dão sombra e abrigo,
Dão-nos também histórias, papel e amigo.
Cuidemos das árvores, que sem o seu chão,
Os livros ficariam sem coração.
2025/2026 7.º B
A Curgete e o Brócolo Mentiroso
1. No palácio dos legumes vivia a princesa
Curgete,
Bonita, vaidosa e de cor muito verdete.
2. O seu noivo era o príncipe Nabo
elegante,
Com capa de folhas e ar triunfante.
3. O Brócolo, seu amigo de infância,
Gostava de rir e tinha pouca prudência.
4. Um dia mentiram, com grande emoção,
Que iam a Paris numa bela excursão.
5. Fizeram as malas com todo o rigor,
Mas iam para outro país, que medo e pavor!
6. Disseram “Au revoir!” com ar francês,
Mas iam parar a Espanha, de vez!
7. O Limão do mercado, doce e gentil,
Riu-se e disse: “Que plano infantil!”
8. O Morango do Viso, cheio de opinião,
Comentou: “Vão acabar na frigideira, meus irmãos!”
9. A Curgete sonhava com o amor real,
Mas o Nabo temia o destino fatal.
10. O Brócolo cantava, feliz e vaidoso,
Sem saber que o fim seria saboroso.
11. Numa tasca modesta, ao cair da tarde,
Duas pessoas esfomeadas perderam a alarde.
12. Viram os legumes e, sem hesitação,
Cozeram-nos todos com muita paixão.
13. A Curgete gritou: “Sou princesa,
atenção!”
Mas o tacho fervia sem compaixão.
14. O Brócolo tentou fugir da panela,
Porém caiu dentro — que cena tão bela!
15. O Limão doce chorou no balcão,
Enquanto o Morango dançava no chão.
16. Moral da história, ouve com atenção:
Quem mente demais... acaba no caldeirão! 🍲
2025/2026 7.º C
Poema do feijão romântico
Num
canto da horta vivia um feijão,
Sonhador e terno, cheio de emoção.
Entre pimentos de cores vibrantes,
Fazia poemas bem elegantes.
Os
cogumelos, de chapéu brilhante,
Dançavam ao som do vento cantante.
E os outros feijões, de riso discreto,
Chamavam-lhe “moço de sonho completo”.
Mas
a alface, velha e resmungona,
Dizia: “Romances? Que coisa tontona!”
O feijão sorria, de olhar encantado,
Por ver até nela um charme disfarçado.
Lá
ao lado, o brócolo, sábio e bondoso,
Curava as plantas com ar milagroso.
E o tomate, palhaço da multidão,
Fazia rir até o chão!
Marchava o arroz, exército alinhado.
Mas todos na horta viviam em união,
Guiados por sonhos... e por um feijão.
Um homem caminha até ao Sol,
leva uma abóbora e um pickle,
talvez um presente, talvez um sonho.
O Sol sorri, beija-o em fogo e luz.
Tudo arde, tudo abraça,
tudo é amor.
2025/2026 8.º B
Entre Estrelas e Espelhos
No céu dormem mil estrelas cansadas,
como sonhos presos no véu da noite.
Cada uma brilha, mas pergunta-se: porquê eu?
Nós, cá em baixo, também piscamos,
com luzes que às vezes tremem no vento,
à procura do brilho que é só nosso.
Ser adolescente é ser estrela em formação,
ainda coberta de pó e incerteza,
mas cheia de fogo por dentro.
Há quem brilhe cedo, há quem demore,
e há quem descubra que o seu brilho
não precisa de ser o mais forte — só o mais verdadeiro.
2025/2026 9.º A
Receita de um Livro
Pega
num punhado de sonhos,
mistura com curiosidade fresca.
Adiciona palavras maduras,
umas doces, outras amargas.
Deixa repousar na mente,
até o cheiro da imaginação crescer.
Coze nas brasas do tempo,
serve com olhos atentos.
Saboreia cada página,
e volta a querer mais.
2025/2026 9.º B Grupo (Aléxia, Fabiana, Lourenço e Santiago)
Receita para Fazer um Planeta
Começa
com um punhado de estrelas cansadas,
junta pó de sonhos antigos.
Adiciona mares de azul profundo,
e montanhas com cheiro a futuro.
Mistura vento, fogo e esperança,
deixa girar em silêncio.
Planta vida, risos e coragem.
Prova o equilíbrio.
Serve quente de luz,
frio de paz.
202572026 9.º B (Mário, Tiago, Gonçalo e Ivan)
Receita para Fazer o Amor
Começa
com uma taça de cuidado,
mistura uma colher de açúcar doce.
Adiciona um toque de dopamina,
para o sorriso nascer sem aviso.
Junta fermento de tempo e paciência,
deixa crescer no coração aberto.
Coze em gestos sinceros,
e serve quente,
com aroma a amor verdadeiro.
2025/2026 9.º B (Tomás, Sara, Leonor, Victória, Diana)
Entre Árvores e Palavras
No silêncio da
floresta ouve-se um sussurro,
Folhas que dançam, vento que se entranha,
E cada página aberta é um mundo que murmura
Histórias que o coração devora e ganha.
O musgo macio
acolhe sonhos e segredos,
Raízes que se entrelaçam com ideias sem fim,
Nos livros encontro rios, animais e medos,
E sinto a vida pulsar dentro de mim.
Cada árvore é
um verso, cada sombra um conto,
O sol filtra histórias entre galhos e ramos,
Em cada folha caída há um riso, há um pranto,
E o leitor aprende a voar sem passos.
Assim a
natureza e os livros entrelaçam-se,
Corações e páginas respiram juntos a emoção,
Quem caminha entre árvores e letras abraça
O mundo inteiro dentro da imaginação.
2025/2026 9.º C